«Contributo para uma competência comunicativa eficaz»

«É preciso uma aldeia inteira para educar uma criança.»

Provérbio Africano

 

Na passada quarta-feira (28 fevereiro), realizou-se, na Biblioteca do Centro Educativo Montelongo, uma Ação de Formação de Curta Duração (ACD), subordinada ao tema «Contributo para uma competência educativa eficaz», orientada pela Dr.ª Ana Cláudia Lobo, Psicóloga do Município de Fafe.

Segundo a Especialista em Educação Parental, «o maior problema da comunicação é que nós não ouvimos para compreender, nós ouvimos para responder, neste sentido, o que é que cada um de nós pode fazer para comunicar melhor com os outros?»

O termo comunicar deriva do Latim communicare e significa, etimologicamente, pôr em comum. Assim, a Formadora, para além de partilhar um conjunto de estratégias básicas de competência comunicativa, apresentou uma reflexão assertiva sobre a importância da comunicação, entre os membros, neste caso, da comunidade educativa, professores, alunos, funcionários e pais e/ou encarregados de educação.

Por um lado, todos sabemos que o modo como comunicamos uns com os outros influencia e limita o processo de interação e socialização interpares. Por outro lado, a qualidade da competência comunicativa de cada professor, por exemplo, pode motivar ou desmotivar um aluno para sempre, pois «somos âncoras uns dos outros, os professores funcionam como  âncoras para o desenvolvimento dos alunos e a sua função é ajudá-los a desenvolver na sua plenitude».

Chamou ainda a atenção para aquilo que o outro percebe da nossa comunicação seja ela curta ou longa, uma vez que «aquilo que fica registado é o que a outra pessoa nos fez sentir». Repare-se que, segundo Albert Mehrabian, «as palavras valem 7% da nossa imagem; o tom de voz 38% e a linguagem corporal 55%».

Neste sentido, «que tipo de comunicador é que eu sou? Passivo? Agressivo? Autoritário? Assertivo?» Assim, todo aquele que comunica, através da linguagem, deve selecionar, criteriosamente, as palavras, para que a sua alocução seja eficaz.

De facto, saber colocar-se ao nível do outro, saber ler os seus sinais de (des)interesse, usando a «técnica de farol», pode permitir-nos conquistar ou perder um aluno, para sempre!

Por outro lado, é fundamental «investir numa relação de proximidade», dado que a escola, hoje, tal como no passado, precisa resolver problemas, por isso, a nossa linguagem é o elo de ligação entre as partes interessadas, neste sentido, quanto mais clara, específica e inequívoca for, mais cativa e cria laços.

Será que o «essencial é (apenas) invisível para os olhos» ? Talvez seja preciso aprender a ouvir, para tornar-se capaz de falar.